quinta-feira, 20 de abril de 2017

um ano rodando juntas: HD ou Indian?

Já pude andar em vários modelos HD nesses dez anos e no ano passado pude experimentar a Indian Chief Classic (aqui) e a Indian Roadmaster (aqui). Depois do ride test da Chief, fiz uma comparação com as minhas duas motos na época: a Fat e a CVO (aqui).

Em julho do ano passado estava postando exatamente sobre as possibilidades que as Indian traziam para o nosso mercado (aqui), mas apesar das minhas expectativas os números de 2016 da Indian foram bem pequenos: apenas 565 motos vendidas, cerca de 10% das vendas da HDMC.

No mercado de usadas, salvo as motos de ride test que são revendidas, as Indian praticamente não tem aparecido e por isso não se consegue parâmetros para analisar o mercado de usadas. Isso é bom por um lado: os proprietários estão satisfeitos, e mau por outro: não se sabe o real valor da moto usada.

Analisando o pós-venda das duas marcas é muito difícil encontrar um cliente insatisfeito com o dealer Indian carioca, já o dealer HD carioca é bastante criticado. Eu continuo sem queixas do pós-venda HD: sempre fui bem atendido pelo Rodrigo na Rio HD.

A queixa mais ouvida no pós-venda de ambas as marcas são os preços dos acessórios, e nisso reside o grande problema da Indian.

Enquanto a HDMC tem uma estrutura montada no centro-sul e está em fase de estruturação no nordeste, a Indian conta com apenas 5 revendas. Além disso é possível encontrar quase tudo para uma HD fora dos dealers enquanto que o pequeno número de motos fabricadas pela Polaris não incentiva aos fabricantes after-market a investir em maquinário para fabricar acessórios para as Indians.

Resumindo: após um ano, a Indian segue sendo uma opção muito interessante para os proprietários HDs, mas precisa ter um orçamento alto para poder bancar a escolha pela Indian.

Tomara que a Polaris decida investir mais fortemente no nosso mercado para viabilizar a escolha.

terça-feira, 18 de abril de 2017

M8 ou TC110?

Quando fiz essa pergunta ao Dan Morel em uma postagem dele após testar o M8, ele foi categórico ao responder M8.

A exemplo de Dan Morel, Wilson Roque já pode testar os novos M8 (com e sem refrigeração no cabeçote) em uma Ultra Limited (veja aqui) e em uma Street Glide Special (veja aqui) e ficou satisfeito com a experiência, mencionando a diminuição na dissipação de calor como um dos pontos altos do M8.

Ainda não andei no M8, mas as Ultras M8 já estão rodando com vários amigos e todos estão satisfeitos com a troca, achando a moto mais "justa" e com suspensões mais firmes.

Assim que tiver oportunidade pretendo confirmar essas informações dos amigos.

Mas um fato me chamou a atenção: a diferença de performance com a adoção do Stage I. 

Acompanho sempre que posso os resultados das preparações de motor feitas na Garagem Henn e notei que o resultado do M8 deixou bastante a desejar.

Comparando uma Street Glide CVO, igual a que tenho, com uma Limited CVO M8, a Limited rendeu menos 5 cv que a Street Glide (nas medições feitas na roda a Street Glide conseguiu 93 cv enquanto a Limited ficou nos 88 cv), ao fim da preparação. Até mesmo Paulo Henn se mostrou decepcionado com o resultado.

É bom lembrar que esses motores stock CVOs já são preparados de fábrica com Stage I (ponteira e filtro esportivo) e a preparação do Paulo Henn deve ter sido a busca da melhor performance possível desse Stage I.

Também é bom lembrar que o M8 é um motor novo e que os preparadores ainda tem muito a aprender, assim como os fornecedores de equipamentos de performance, e que isso é fator que pode ter influenciado bastante os resultados obtidos.

Mesmo assim, para quem procura performance (são dois modelos CVOs) é decepcionante ver que o novo motor tem pouca margem para preparação.

Ao contrário do TC, que sempre foi um motor "amarrado" e com bastante margem de projeto para desenvolvê-lo, o M8 parece nascer já entregando tudo que pode na configuração stock e preparada de fábrica. Sendo que futuras modificações devem ser bem pensadas para não gastar dinheiro com resultados de eficiência similar. 

Acredito que a fórmula ponteira/filtro/remapeamento deva trazer os motores stock para uma performance muito similar à performance da preparação CVO, devendo ser a "receita de bolo" que a maioria vai usar.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

como um pneu de perfil baixo altera o uso da moto

Ao contrário da minha antiga Fat Boy que tinha pneus com perfil 90 e 80 (130/90R16 na dianteira e 150/80R16 na traseira), a CVO usa pneus com perfil mais baixo (130/60R19 na dianteira e 180/55R18 na traseira) e isso acarreta alguns cuidados extras no uso da moto.

Percebi que a calibragem é fator marcante no uso desses pneus, principalmente no pneu dianteiro.

Enquanto na Fat esquecia de calibrar os pneus, calibrando apenas quando sentia a moto mais pesada (normalmente o pneu já estava com oito a dez libras de diferença para a calibragem recomendada) e influenciava muito menos no equilíbrio da moto, na CVO calibrar os pneus com frequência (a cada dois meses, e ainda não seria o ideal de acordo com o fabricante) é fundamental para manter a moto mais equilibrada quando enfrenta irregularidades do piso.

O perfil baixo e o aro maior parecem deixar a moto bem mais sensível a essas irregularidades, e antes que pensem em irregularidades do tipo buracos ou degraus na pista, estou me referindo a pequenos desníveis de piso por conta de recapeamento ou fresagens de pista.

Acredito que a Street Glide Special sofra da mesma forma, apesar de usar um aro menor na traseira, porque usa o mesmo aro da CVO, assim como a Breakout que também tem um aro dianteiro grande e pneu de perfil baixo.

Não dá para ser desleixado como era com a Fat: a CVO não perdoa esse desleixo.

terça-feira, 11 de abril de 2017

bateria Moura reprovada - atualização do custo de uso

Pouco menos de quinze dias foi a duração do reparo feito na bateria pela Rio HD em processo de garantia: ontem (10/04) a moto voltou a não girar o motor apesar de luzes, rádio e system security funcionando.

Como é bem conhecido, o Twin Cam sempre foi um motor que vira pesado e pede um CCA acima de 250 A e a grande reclamação sobre a Moura é exatamente a dificuldade em atender essa especificação.

No reparo feito pela Rio HD, os testes que recebi da bateria após ser recarregada era de um CCA de 445 A, mais do que suficiente, mas que não se manteve mesmo com uso: a moto ficou parada de sexta a domingo e não virou na segunda feira.

Não vou mais insistir na Moura, nem mesmo para usar novamente a garantia vez que isso foi um paliativo momentâneo.

Estou colocando uma bateria Yuasa, como sempre usei na Fat Boy.

A Yuasa foi comprada na HD Peças pelo preço de R$1300,00, devidamente ativada e foi trocada hoje.

Apesar da compra da nova bateria, o custo de uso da CVO caiu mais um pouco: com 3700 kms rodados o custo atual chega a R$0,96/km rodado.

terça-feira, 4 de abril de 2017

HOG RIo: Iron Butt versão 2017

O HOG Rio está iniciando as inscrições para o HOG Rio Challenge - 2017 Edition.

Este ano haverão duas categorias: a de 1000 milhas em 24 horas, como foi a da edição passada e a de 1500 milhas em 36 horas que deve interessar aos que completaram o Iron Butt do ano passado.

A novidade é abertura a qualquer interessado, não interessando a marca da motocicleta.

As regras seguem as mesmas, mas os trajetos mudaram: os trajetos deixam de ser circulares como foi o do ano passado (Rio/São Paulo/Minas Gerais/Rio) e passam a ser de ida e volta com a volta sendo feita no sentido contrário.

Para o desafio de 1000 milhas, o trajeto será até o Paraná e o de 1500 milhas terá trajeto até Santa Catarina.

O evento foi apresentado no café da manhã de 01/04 e acontece em 08/07.

Transcrevo as instruções para os interessados:

HOG RIO CHALLENGE 2017
ABERTO A TODAS AS MARCAS
Para participar:
1. Acessar o site Rio Harley-Davidson;
2. Clicar HOG RIO CHAPTER;
3. Clicar HRC-IRON BUTT;
4. Ler o REGULAMENTO;
5. Preencher SOLICITAÇÃO DE HABILITAÇÃO e clicar em ENVIAR;
6. Preencher TERMO DE RESPONSABILIDADE DO PILOTO, imprimir, assinar e entregar em mãos ao Secretário do HOG Rio (Renato - 21 3613-1111); e
7. Data Limite de Habilitação: 28/06.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Bateria Moura, a escolha da HDMC para o Brasil: funciona?

Pouco mais de um ano usando a moto e tive dois problemas com bateria.

Infelizmente parece haver alguma falha no projeto das baterias da marca pois são várias as reclamações sobre as baterias originais adotadas pela HDMC no Brasil.

No primeiro problema que tive com a bateria já decidi pela troca em virtude das várias reclamações e como o custo da bateria usada originalmente era o menor, decidi por manter a marca e coloquei uma nova bateria da mesma marca.

Hoje, seis meses de uso, a bateria voltou a apresentar dificuldades para dar partida na moto. 

As HDs são conhecidas pelos seus motores "pesados" na partida, necessitando de alta amperagem para partida a frio e só posso lamentar a escolha da HDMC.

Tanto a primeira quanto a segunda bateria tiveram problemas muito cedo, mostrando que terão vida útil muito inferior as Yuasa que sempre usei na Fat Boy. 

É certo que as necessidades do sistema elétrico da CVO são maiores que os da Fat Boy, mas seis meses é uma duração que não recomenda o uso dessa marca.

Existem várias alternativas para a Moura: as mais recomendadas têm sido a Motobatt e a Yuasa.

Como o dealer não condenou a bateria, vou seguir usando a Moura até acabar, torcendo para, em caso de novo problema, ainda estar na garantia e cobrar uma solução da fábrica.

Como paliativo posso sugerir que se use o battery tender, um carregador inteligente que mantém a bateria carregada ligando e desligando o modo de carga conforme a carga medida diminui. Mas para isso é preciso comprar o carregador, instalar um rabicho elétrico e manter a moto perto de uma tomada elétrica... Essa "solução" tem sido frequentemente comentada nos fóruns de proprietários de HD.

Erro U0168

Com o problema da partida na CVO, rodei o diagnóstico e não havia nenhum erro anotado sobre o sistema elétrico ou o powertrain da moto.

O log anotou apenas um erro na seção do infotainment, o erro U0168, bem parecido com o último erro que havia sido anotado.

O erro anterior estava relacionado com o software do infotainment e o erro atual foi mau contato com o amplificador do Boom, sistema de alto falantes e amplifcador original HD.

Esse erro foi gerado por uma tomada frouxa no alforge esquerdo, bastando reapertar a tomada para resolver o problema.