terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Resumo da quinzena

Janeiro, mês de férias e praia.... para quem pode.... eu sigo na batalha rotineira.

Com pouca coisa acontecendo vamos fazer um resumo dos fatos de janeiro.

Para começar temos o Salão Moto Brasil 2017 acontecendo no fim do mês. Vai de 26 a 29/1 no Rio Centro com estacionamento para motos e triciclos liberado. Você pode encontrar ingressos na Indian Rio, na Rio HD e pela internet. O Lord vem fazendo divulgação e é visita obrigatória o stand do Lord of Motors e as motos customizadas, que traz mestres da customização divulgando seus trabalhos.

Outra notícia bomba foi a decisão da Polaris de encerrar a marca Victory. Wilson Roque fez uma postagem em seu blog (leia aqui), Dan Morel comentou sobre o assunto na time line dele e houve muita especulação sobre o assunto.

Meu ponto de vista é que a Victory perdeu seu lugar para a Indian: em 1998 (ano da fundação da Victory) a Polaris ainda não tinha a Indian no seu horizonte e tomou a decisão de implementar uma marca para entrar no segmento custom americano.

Assumindo a Indian em 2013, a Polaris ficou com duas marcas, a Indian em crescimento e a Victory estagnada, com a mesma tecnologia. Como qualquer empreendedor sabe, melhor concentrar esforços em quem pode crescer, e a Victory morreu. Chegaram a comentar sobre os motivos que levaram a Polaris a não vender a marca Victory, mas no meu ponto de vista seria dar vinte anos de investimento em buscar um lugar no mercado a um investidor que provavelmente não atribuiria valor a esse investimento.

Nisso, a centenária Indian reforça seu lugar ao sol e podemos esperar que a produção seja reforçada para suprir a demanda.

Aqui no Rio, a Indian Rio segue a todo vapor e inaugura o ponto de encontro para happy hour, na própria revenda com direito a food truck e rock, nesta quarta-feira 18/1 a partir das 19h. Passarei lá para ver o movimento, mas a turma do cacique já tem onde se reunir durante a semana.

E para terminar, Wilson Roque pode testar as novas Limited e Street Glide Special com o motor M8 e as novas suspensões. Ele aponta os pontos positivos e negativos e de uma maneira geral, aprovou os dois modelos e, principalmente, aprovou o M8.... Pensamentos malignos para a CVO neste ano.....

Leia sobre a Limited aqui e sobre a Street Glide Special aqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

balanço de 2016: comparando a Fat e a CVO

Acabou 2016: vendi a Fat e estou rodando de Street Glide.

Esse resumo diz muita coisa, mas vale o balanço entre as duas motos. Em 2016 foram cerca de 6000 kms rodados, divididos entre as duas motos.

Enquanto iniciava o aprendizado com a SG, convivi bem entre as duas motos, mas conforme a experiência ia aumentando, a Fat foi ficando encostada até decidir pela venda ao ver a moto parada na garagem por duas semanas, sendo forçado a usá-la para mantê-la em condições de rodagem.

Esse foi o principal motivo da venda da moto: a forma como a SG demonstrou ser interessante de usar, mesmo com o perfil de uso urbano que aconteceu em 2016.

A diferença de tecnologia entre as duas motos é marcante, principalmente no quesito freios onde o ABS reflex da SG, aliado ao disco duplo dianteiro e as linhas de freio em aeroquip (que adotei na Fat) fazem uma diferença grande na eficiência da frenagem, deixando a SG bem mais segura para o uso.

A tecnologia da SG também se mostra bem interessante em termos de motor: o TC110SE é um motor muito mais acertado que o TC88. O EIMTS (desligar o cilindro traseiro), o closed loop e o mapa SE junto com o Stage I original deixam a moto muito redonda (senti grande diferença quando foi trocado o sensor O2 que estava defeituoso e não havia percebido até a msg de erro aparecer pois a Fat não contava com sensor O2) me fazendo inclusive repensar a necessidade de remapear. Talvez um ajuste na mistura para compensar o excesso de alcool que nosso combustível tem, mas até o momento tem se mostrado bem acertado, principalmente após a troca do sensor de O2. Ponto a ser decidido em 2017.

Outra diferença marcante entre as duas motos foi o quadro. Enquanto o quadro softail da Fat se mostra neutro, o quadro touring da SG mostra qualidades que permitem uma condução muito mais tranquila no momento de decidir a trajetória em curvas, permitindo menor angulação e correção dentro das curvas.

Um ponto que gostei bastante foi o infotainment: o som tem boa potência, o GPS (muito criticado por proprietários) não me deixou na mão até agora e o bluetooth funciona muito bem, o que me permite deixar o Ipod na mochila, dentro do alforge, sem precisar fazer a ligação por cabo (na entrada USB tenho um pen drive).

Outra coisa que me acostumei facilmente foi a facilidade dos alforges: nada melhor que deixar de carregar mochila ou amarrar a mesma no banco para não ter que carregar. É chegar, abrir e guardar.

Mas nem tudo é positivo. A SG tem maior peso, maior inércia, exige mais do momento da saída até o momento da "recolha do trem de pouso", quando os pés sobem para a plataforma.

Do mesmo jeito, exige mais cuidados na hora de estacionar (empurrar a SG montado é tarefa bastante exigente).

E a embreagem hidráulica é capítulo à parte nessa comparação. Enquanto a Fat tinha uma embreagem muito macia (contava com o auxílio do easy boy), a embreagem da SG se mostra muito dura e cobra muito no momento de fazer "meia-embreagem". É preciso reaprender a dosar a embreagem para não acabar com com as mãos doloridas.

No quesito consumo, a SG se mostra menos econômica: 10,5 km/l na cidade contra 13 km/l da Fat Boy e 18 km/l na estrada contra 20 km/l da Fat Boy. Culpa do motor maior (TC110SE contra o TC88).

Sobre a performance, posso dizer que para o meu perfil de uso tanto uma quanto a outra satisfazem plenamente, apenas a SG se mostra mais divertida. Falta um escape mais sonoro.

No uso urbano a Fat leva vantagem. Pelo menor peso e quadro mais neutro, a Fat aceita melhor rodar no corredor, manobra com mais facilidade e fica mais ágil na mudança de um corredor para o outro. A SG é mais comprida e mais pesada e acaba prendendo mais na hora que você quer fazer uma manobra, mas tudo é prática: hoje em dia tenho muito mais agilidade que tinha quando comecei o aprendizado.

Sobre o conforto: a suspensão traseira da SG não é a suspensão traseira tradicional das tourings e isso tem um preço: por ser mais esportiva, é mais dura e copia mais as irregularidades do piso enquanto a suspensão softail, mesmo não sendo um "cadillac", absorve mais essas imperfeições. Com a SG você vai procurando escapar dos buracos, coisa que nem sempre se faz com a Fat.

O morcegão é outro capítulo a parte: eu acabei me habituando, mas continuo não gostando. Gosto de ver a roda dianteira, coisa que o morcegão não deixa, mas em compensação as perneiras e a carenagem frontal protegem da chuva e do vento, coisa que a frente limpa não permite.

Resumindo: gostei dos dez anos de Fat Boy, mas não deixou saudades. Já o relacionamento com a SG se mostra interessante, mas não consigo dizer que é uma moto definitiva, apesar de ser bem superior à Fat.

E entre uma regulagem do mapa em dinamômetro e ponteiras novas, vamos ver o que 2017 traz para a SG CVO.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Indian Chief Springfield

A promessa de trazer a Dark Horse ainda não se concretizou, mas a Indian traz para o Brasil seu último lançamento: a Indian Chief Springfield.

Engana-se quem pensar que esse modelo é uma Chief Vintage com alforges rígidos.

A Springfield vem com as suspensões e caster da Chieftain e Roadmaster, podendo ser comparada a grosso modo como uma Chieftain sem morcego.

Eu pretendo experimentar a novidade assim que for possível, até mesmo porque o morcego é um acessório que me interessa pouco, mesmo perdendo o som e possivelmente o GPS.

O Bayer já postou sobre a Springfield e você pode ler aqui.

Indian entra em fase de promoção para acabar o estoque 2016

Já se pode comprar as top de linha da Indian com desconto: a Roadmaster caiu de 115.000 para 100.000 e a Chieftain caiu de 100.000 para 85.000

Quem tiver disposição, a hora é essa de passar em dos dealers.

HDMC finalmente abre seu prometido centro técnico

Em parceria com o SENAI, a HDMC está lançando o Centro de Treinamento para certificar os treinamentos feitos pelos alunos.

O Centro de Treinamento HD fica no bairro do Ipiranga em São Paulo e é o primeiro centro de aperfeiçoamento de mecânicos HD fora de Milwaukee onde fica a Harley-Davidson University.

Serão 12 cursos, incluindo o novo Milwaukee 8 no currículo, sendo 7 dedicados ao pós-venda e 5 dedicados a mecânicos das Forças Armadas, principal frotista HD no Brasil.

Para maiores detalhes, acesse a matéria do moto.com aqui.

impressões sobre o M8

A HDMC está oferecendo rides tests aos interessados através dos dealers após o evento de lançamento e a primeira impressão sobre o uso do M8 nas novas tourings tem sido muito favorável.

Dan Morel postou um relato muito interessante do Paulo Papito comparando Limiteds (a dele é uma Rusmore e fez o test ride com uma Limited M8 107). Vale a leitura: aqui.

E Wilson Roque postou sobre um test ride feito pela Rider Magazine com uma Street Glide Special equipada com o M8 107, também muito favorável sobre o uso do novo motor. Também vale a leitura: aqui.

De uma maneira geral eu gosto de aguardar algum tempo para ver como é a recepção dos novos proprietários, mas confesso que os testes vem dando água na boca...

vendi a Fat

E terminou, pelo menos na minha mão, a saga da Fat Boy.

Depois de 10 anos (o último rodando muito pouco) e 82.000 kms a Fat Boy vai fazer os caminhos com outro piloto.

Vendi para um amigo do QI, que sei que vai ter o mesmo cuidado com a manutenção que tive, e muito mais cuidado com a conservação que tive.

Pedi R$28.000,00, mas como foi para um amigo dei um desconto e a moto foi vendida por R$ 25.000,00, no estado que se encontrava e que qualquer um pode acessar lendo o blog.

Com isso 2017 entra mais leve para o bolso (menos um seguro, menos um IPVA e menos despesas com a manutenção de motos) e mais "touring", pelo menos até aparecer alguma opção que seja interessante (o novo M8 interessa e a Indian traz a nova estrela do catálogo: a Springfield).