quarta-feira, 23 de agosto de 2017

R.I.P Dyna: novo catálogo HDMC USA 2018

Ontem foi divulgado o novo catálogo HDMC USA para 2018.

Wilson Roque relacionou o catálogo americano aqui e o Bayer saiu da preguiça comentando sobre a linha 2018 aqui.

A grande novidade é o surgimento de uma nova família que agrega os modelos Softail e Dyna, que manteve o nome de Softail, mas sofreu uma reformulação completa.

Isso se dá por conta da decisão de montar o novo M8 nos modelos Softail e Dyna, sendo necessário para isso que fosse feito um novo quadro, tal e qual aconteceu com as Tourings.

Com isso a família Dyna deixou de existir e os modelos Fat Bob. Street Bob e Low Rider foram incluídos na família softail. As Dynas saem do catálogo depois de mais de vinte anos e deixando uma legião de fãs, sempre fiéis desde o lançamento das FXRs.

A Dyna Wide Glide, um dos meus modelos favoritos na família Dyna foi descontinuado pela sua semelhança com a Softail Breakout.

A família Softail emagreceu, ganhou novas suspensões, radiador de óleo (ocupa todo o espaço na parte frontal do quadro) e ampliou o angulo de curva.

Pelas fotos que já estão publicadas no site HD USA, as novas Softails parecem mais compactas sem o espaço que existia entre o cabeçote traseiro e o tanque de óleo.

As novas suspensões estão mais robustas, com dianteira Showa e a traseira com um amortecedor monoshock regulável por baixo do banco.

Esteticamente falando, as novidades (uso e abuso de leds na iluminação, uma roda ainda mais larga - 240 mm - na Fat Boy, a perda da garupa na Deluxe e a perda dos cromados na Heritage Classic) estão sendo bastante criticadas. A exceção é a Softail Slim que foi elogiada por todos.

De todas as críticas, a Fat Boy vem sendo a mais visada. A nova cabeça de touro combinada com o farol em Led, a roda ainda mais larga na traseira e os novos aros 18 polegadas (a anterior usava aros 17 polegadas) deixaram a moto bastante modificada e não agradou.

Eu faço coro com os colegas: não gostei da maior parte das mudanças estéticas. A Slim continua sendo a minha favorita, mesmo com o novo farol Led.

E as novidades tem seu custo: o catálogo 2018 tem preços majorados em relação ao catálogo 2017 e isso deve se refletir no catálogo Brasil, que ainda não foi divulgado.

Resumo da ópera temos novas HDs no mercado: se pelo lado técnico estão sendo muito elogiadas pela imprensa especializada americana, pelo lado estético não foram bem aceitas pela maioria dos proprietários, sempre muito tradicionais, inclusive apostando em uma valorização das motos mais antigas e mais tradicionais, mas isso já aconteceu quando o Twin Cam apareceu e novamente quando o Twin Cam abandonou o carburador e assim por diante.

As novas Softails tem alvo certo: novos consumidores, preferencialmente mais jovens, contando que os antigos consumidores permanecerão fiéis à marca.

Acredito que o mercado deve precisar de tempo para se acostumar com as novas motos, o que deve dar fôlego extra às Indians, e o fator novidade talvez não seja tão influente nas vendas da linha 2018.

Sobre o mercado brasileiro nada foi dito até o momento, e acredito que deva seguir dessa maneira até o Salão Duas Rodas.

Pelos últimos números publicados pela ABRACICLO, acredito que uma parte da nova família Softail deva chegar ao Brasil. Modelos como Fat Bob, Breakout, Fat Boy, Deluxe e Heritage Classic devem chegar equipados com o M8. Não acredito em apostas mais ousadas como a Slim, a Road King Special ou mesmo a Ultra Low que estão no catálogo americano, mas torço para estar enganado.

E como os preços já aumentaram nos EUA, preparem o bolso para ter as 2018 na garagem pois além do aumento americano provavelmente teremos uma variação para acompanhar a cotação do dólar. Com isso o mercado deve ficar mais interessante para as novas Indian 2018, totalmente importadas, que devem ter a diferença de preço diminuída.

10 comentários:

Anônimo disse...

Vou replicar o que comentei no OldDog, pois o pensamento geral foi o mesmo:
"A questão é: eles querem o novo mercado que vem crescendo. Customizadas de fábrica, jovens bem sucedidos que tem um apelo em curtir a vida (não só trabalhar, nem só curtir), rebeldia comedida e tals.

Os mais antiquados que vão torcer o nariz para as inovações, vão reclamar da nova Harley, mas vão comprar uma Harley ainda assim. Poucos irão mudar de marca, até porque as outras marcas vão seguir essa mesma tendência.

Resumindo, vão pegar fatia do novo publico que ficará animado com as inovações. E vão perder muito pouco do público cativo, que vai reclamar mas vai comprar."

O que diz Wolfman

Vagner Carneiro disse...

Tô contigo. A nova Fat Boy ficou bem feinha pro meu gosto. Se tivesse que optar por uma hoje, seria a Slim, das softails, ou uma RK, a única que me sempre me interessou das tourings.
A Heritage não ficou feia. Achei até interessante essa coisa mais preto, menos cromo. Acho que é influência desse meu tempo com minha Fat 2008 que é cheia de cromados e morando no Rio, perto da praia e usando para ir e voltar do trabalho, vejo a maresia comer estes cromados todos. Preto é mais fácil manter.
Gosto do estilo mais custom old school, mas estou optando por menos cromo.

Abcs,

wolfmann disse...

Eu concordo com o pensamento do amigo que postou anonimamente no primeiro comentário e vou um pouco além: acredito que alguns dos proprietários que se decepcionaram com algumas "características HD" podem voltar para a marca porque, pelos primeiros comentários de quem pode testar as motos, as motos melhoraram bastante.

Wilson Roque disse...

Eu acho que o novo quadro vai melhorar muito o prazer de pilotar. A inovação era necessária. Gosto das motocicletas clássicas e é por isto que optei pela Heritage, quando deixei as Touring. Prefiro aguardar um pouco mais antes de ter uma opinião mais sólida sobre as mudanças.

Roberto Vargas Jr. disse...

O Bayer fez nova postagem, dizendo que o foco da H-D são os novos fãs, e que a MC fez uma aposta ousada, podendo não ganhar os novos e perder os velho. Reproduzo o que comentei lá:
"Bro, mas veja só como parte disso seria facilmente resolvido.
Tomemos a Heritage por exemplo. Fizeram uma moto que de Classic não tem nada. Isso não é por causa do novo quadro, motor e tudo o mais. A olhos centenários como o meu, é puro mau gosto. Mas bastava fazer este modelo preteado e chamá-lo de Heritage apenas ou de Heritage Special e manter uma Heritage Classic com o visual clássico.
Se a H-D não alcançasse os novos fãs, ao menos não desagradaria os velhos."
E acrescento que, ao menos a principio, gostei do novo quadro, motor e tudo o mais. O que não gostei foi da estética.

Bayer // Old Dog disse...

" o Bayer saiu da preguiça comentando sobre a linha 2018 aqui."

HAHAHAHAHAHAHA! Ok, foi merecido.

andré disse...

A minha FXd customizada virou lenda. Obrigado Harley Davisdson.

Tovar disse...

Agora é esperar para ver quais serão as falhas de projeto e consequentes erros nativos do novo projeto, a exemplo dos tensores no TC88 e balança rebolante nas Dynas. Se não houver, alguém vai dizer : Não é uma Harley.

Adriano Felice Cazet disse...

Bom dia!
Acredito que como sempre, as mudanças sempre causam mais resistências do que aceitação imediata da grande maioria. Acredito tb que as motos da Harley que hj são considerados classicos, foram revolucionárias na sua criação.
Sou novato no mundo HD mas sempre fui fã da marca e das motos mesmo sabendo dos defeitos que elas possuem, assim como qquer moto de outras marcas tb terão mesmo que sejam defeitos completamente diferentes. Assim como tudo na vida, é uma questão de procurar analisar essas situações e se adaptar.
Sempre quis entrar para o mundo das duas rodas e sempre quis ter uma HD. A Harley não foi minha primeira moto mas sempre foi o objetivo no horizonte em se tratando de duas rodas. Sabia de todos os defeitos e qualidades da HD, em especial da Iron 883, e hoje estou cada vez mais feliz pela escolha que fiz.
Não foram todos os modelos do novo lançamento que me agradaram, assim como dos modelos existentes até 2017 não eram todos que me agradavam tb. Arrisco a dizer que numa ponderação geral acho que mais motos me agradam no catálogo 2018 do que do catálogo anterior. E o que mais está me chamando a atenção é que justamente os extremos opostos das opiniões foram justamente as que mais gostei. A Slim (mais opiniões positivas) e a Fat Bob (malho quase generalizado). Compraria qquer uma delas de olhos fechados.
Minha Iron 883 2017 está com 4 meses e estou fechando 8.000kms. Uso ela diariamente para trabalho e lazer (e viagens a trabalho e lazer tb). Pretendo ficar com ela de 6 a 7 anos e certamente quando trocar, trocarei por uma nova HD pois certamente existirá um modelo que me agradará muito.
Parabéns pelo blog Wolfmann! Acompanho vc desde 2012 quando ainda nem moto tinha, na época só tinha a certeza que ainda teria uma HD!

Leonam disse...

Eu acho que mudanças acontecem e são necessárias e isso ia acontecer uma hora ou outra. O que me causa estranheza é a HD fazer uma mudança tão drástica e em tantas motos.

Se o objetivo é atrair novos usuários que se pesquise que motos estão mais suscetíveis ao seu consumo e traga essas mudanças mais modernas.

Para os mais tradicionalistas que se mantenham modelos com look classico aliando com as inovações tecnológicas, como fizeram com a softail slim.

Será que não rolava ter feito uma versão classica e outra moderna de uma mesma moto? Ainda que em apenas algumas linhas? Acho que não estariamos vendo tanta crítica.