segunda-feira, 28 de agosto de 2017

HD 2018: catálogo brasileiro

O Lord adiantou uma lista na semana passada (veja aqui) e Dan Morel publicou a lista completa ontem (veja aqui).

Acho que será a primeira vez que o Brasil terá um catálogo tão completo. Do catálogo americano ficam de fora a família Street (500, 750 e V-Rod), a Sportster Superlow, a Softail Low Rider, as Ultras Classic e Limited Low e a Street Glide CVO,  além dos Trikes.

O catálogo brasileiro fica com as Sportsters Iron, Roadster, Custom, 48 standard e na versão anniversary; as Softails serão a Softail Breakout 114 e na versão anniversary, Fat Boy 107, 114 e na versão anniversary, Heritage 107, Deluxe 107, Softail Slim 107, Fat Bob 107 e 114 e Street Bob 107; as Tourings serão a RK Classic, RK Special, Street Glide, Street Glide Special na versão anniversary, Limited standard e na versão anniversary, Road Glide Special e Road Glide Ultra; e as CVOs serão a Road Glide e a Limited na versão anniversary.

Esse catálogo traz dois modelos que eu gosto desde o lançamento: a RK Special e a Softail Slim, traz de volta a Street Glide standard e deixou de fora um modelo que sempre gostei a (agora) Softail Low Rider.

A apresentação do novo catálogo deve acontecer no Salão Duas Rodas para que as listas de esperas comecem a crescer e dar aquela sensação de que as novas 2018 serão um sucesso de vendas.

Até lá seguem as promoções, que eu acredito que vão começar a desaparecer por conta da procura dos modelos antigos pelas "viúvas do Twin Cam".

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

R.I.P Dyna: novo catálogo HDMC USA 2018

Ontem foi divulgado o novo catálogo HDMC USA para 2018.

Wilson Roque relacionou o catálogo americano aqui e o Bayer saiu da preguiça comentando sobre a linha 2018 aqui.

A grande novidade é o surgimento de uma nova família que agrega os modelos Softail e Dyna, que manteve o nome de Softail, mas sofreu uma reformulação completa.

Isso se dá por conta da decisão de montar o novo M8 nos modelos Softail e Dyna, sendo necessário para isso que fosse feito um novo quadro, tal e qual aconteceu com as Tourings.

Com isso a família Dyna deixou de existir e os modelos Fat Bob. Street Bob e Low Rider foram incluídos na família softail. As Dynas saem do catálogo depois de mais de vinte anos e deixando uma legião de fãs, sempre fiéis desde o lançamento das FXRs.

A Dyna Wide Glide, um dos meus modelos favoritos na família Dyna foi descontinuado pela sua semelhança com a Softail Breakout.

A família Softail emagreceu, ganhou novas suspensões, radiador de óleo (ocupa todo o espaço na parte frontal do quadro) e ampliou o angulo de curva.

Pelas fotos que já estão publicadas no site HD USA, as novas Softails parecem mais compactas sem o espaço que existia entre o cabeçote traseiro e o tanque de óleo.

As novas suspensões estão mais robustas, com dianteira Showa e a traseira com um amortecedor monoshock regulável por baixo do banco.

Esteticamente falando, as novidades (uso e abuso de leds na iluminação, uma roda ainda mais larga - 240 mm - na Fat Boy, a perda da garupa na Deluxe e a perda dos cromados na Heritage Classic) estão sendo bastante criticadas. A exceção é a Softail Slim que foi elogiada por todos.

De todas as críticas, a Fat Boy vem sendo a mais visada. A nova cabeça de touro combinada com o farol em Led, a roda ainda mais larga na traseira e os novos aros 18 polegadas (a anterior usava aros 17 polegadas) deixaram a moto bastante modificada e não agradou.

Eu faço coro com os colegas: não gostei da maior parte das mudanças estéticas. A Slim continua sendo a minha favorita, mesmo com o novo farol Led.

E as novidades tem seu custo: o catálogo 2018 tem preços majorados em relação ao catálogo 2017 e isso deve se refletir no catálogo Brasil, que ainda não foi divulgado.

Resumo da ópera temos novas HDs no mercado: se pelo lado técnico estão sendo muito elogiadas pela imprensa especializada americana, pelo lado estético não foram bem aceitas pela maioria dos proprietários, sempre muito tradicionais, inclusive apostando em uma valorização das motos mais antigas e mais tradicionais, mas isso já aconteceu quando o Twin Cam apareceu e novamente quando o Twin Cam abandonou o carburador e assim por diante.

As novas Softails tem alvo certo: novos consumidores, preferencialmente mais jovens, contando que os antigos consumidores permanecerão fiéis à marca.

Acredito que o mercado deve precisar de tempo para se acostumar com as novas motos, o que deve dar fôlego extra às Indians, e o fator novidade talvez não seja tão influente nas vendas da linha 2018.

Sobre o mercado brasileiro nada foi dito até o momento, e acredito que deva seguir dessa maneira até o Salão Duas Rodas.

Pelos últimos números publicados pela ABRACICLO, acredito que uma parte da nova família Softail deva chegar ao Brasil. Modelos como Fat Bob, Breakout, Fat Boy, Deluxe e Heritage Classic devem chegar equipados com o M8. Não acredito em apostas mais ousadas como a Slim, a Road King Special ou mesmo a Ultra Low que estão no catálogo americano, mas torço para estar enganado.

E como os preços já aumentaram nos EUA, preparem o bolso para ter as 2018 na garagem pois além do aumento americano provavelmente teremos uma variação para acompanhar a cotação do dólar. Com isso o mercado deve ficar mais interessante para as novas Indian 2018, totalmente importadas, que devem ter a diferença de preço diminuída.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

atualizando os números da ABRACICLO

Fiquei devendo em julho os números do primeiro semestre da ABRACICLO por estar viajando com a a família.

Atualizando com os números publicados em agosto, temos para os sete meses um crescimento nas estimativas feitas no primeiro quadrimestre para a HDMC: 5000 unidades vendidas (5002). 

Já a BMW teve ligeira queda nas estimativas: 6800 unidades vendidas (6795).

A Indian sofre com o rompimento da parceria com a Dafra: apenas 200 unidades (216), representando uma queda de quase 50% (de 378 para 216 unidades). A HDMC agradece.

Na ponta da produção, tanto BMW quanto HDMC parecem ter equilibrado seus estoques: as estimativas corrigidas para a HDMC são 4800 unidades produzidas (4793) enquanto a BMW tem estimativas corrigidas de 6400 unidades (6356), mostrando a necessidade das fábricas em forçar o ritmo de produção para atingir a meta de vendas.

A Indian segue o padrão de produzir o que vende: estimativa corrigida de 200 unidades produzidas (192) e a Scout segue sendo o best seller da marca.

O top ten da HDMC é o seguinte: em primeiro a Limited com 402 vendidas/409 produzidas; em segundo a Iron 883 com 398 vendidas/545 produzidas; em terceiro Breakout com 309 vendidas/158 produzidas; em quarto Fat Boy Special com 306 vendidas/212 produzidas; em quinto Roadster 1200 com 300 vendidas/314 produzidas; em sexto Fat Boy com 212 vendidas/258 produzidas; em sétimo Heritage Classic com 193 vendidas/188 produzidas; em nono Deluxe com 137 vendidas/121 produzidas e em décimo a Road King com 132 vendidas/132 produzidas.

Vale notar que a Limited tomou a primeira posição da Iron 883, mas o excesso de produção da Iron leva a crer em uma promoção ou que já tenha atingido a meta de produção para este ano.

Outro detalhe a notar é a fraca produção das Softails, bem abaixo do número de vendas, mostrando o esforço em desovar o estoque antes de entrar em produção novamente: tomara que seja um indício que teremos novidades para 2018, talvez acompanhando o catálogo USA.

As Dynas mostram a mesma tendência das Softails, com o agravante de vendas fracas (85 Fat Bob, 43 Street Bob e 11 Low Rider) e produção nula (2 Street Bob e 1 Low Rider), o que pode significar que o catálogo USA possa ser implantado no Brasil com a nova motorização.

A linha CVO deve estar perto do final de produção para este ano (últimas unidades da Street Glide CVO foram produzidas em junho), se já não tiver sido interrompida esperando o novo motor M8 de 117ci e quase todo o estoque encontra-se vendido: Ultras tem 23 vendidas e 22 produzidas (nada vendido e produzido desde maio) e Street Glide tem 16 vendidas e 19 produzidas.

Twin Cam deve se despedir em 2018

Dan Morel postou em seu blog (leia aqui) que o motor M8 deve ser o substituto do Twin Cam no catálogo HDMC USA.

A novidade deve ser anunciada oficialmente no Dealer's Convention, que acontece na semana que vem em Los Angeles.

Essa transição já era esperada com o lançamento do M8 na linha Touring, e vai exigir algumas alterações nos quadros de Softail e Dyna.

Outra novidade é o crescimento do motor M8 para a linha CVO, passando de 114ci para 117ci.

O motor M8 114ci vai equipar a linha S, que surgiu no ano passado e esse ano vai ser estendida a todos os modelos Softail e Dyna Fat Bob.

Agora é esperar pelo anúncio do catálogo HDMC Brasil e torcer para que o Twin Cam não tenha a vida prolongada no nosso mercado.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Penedo Bike Fest

Começa hoje o tradicional evento de Penedo.

Muitos colegas na estrada e o evento promete ser bem animado.

Os Poeiras já estão no local e teremos mais alguns Poeiras no sábado para um bate&volta.

Se o clima ajudar, estarei por lá no sábado junto com Poeiras no bate&volta.

Bom evento, boas estradas.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Indian apresenta a linha 2018... nos EUA

Dan Morel mostrou a nova linha Indian 2018 em seu blog (veja aqui) e não traz novidades tecnológicas, mantendo a família Scout, a família Chief e a família "touring" que agrega as Chieftain, Springfield e Roadmaster.

A grande novidade foi o modelo Scout Bobber, que me agradou bastante. A Indian foi muito feliz nas modificações na Scout básica e traz um modelo que vem recebendo elogios de todas as publicações americanas.

Além da Bobber, a Indian ampliou a linha Dark Horse, que já contava com a Chief Dark Horse e agora traz a Chieftain Dark Horse e a Springfield Dark Horse. A linha Dark Horse usa e abusa do tom negro e agora traz também novos paralamas dianteiros menores, se diferenciando das versões básicas já conhecidas.

Para quem não gosta do paralama clássico, a linha Dark Horse é a melhor opção.

A Indian mostrou também a Roadmaster Elite, que vem a ser um modelo acima da conhecida Roadmaster e manteve a Scout Sixty com o motor de 60 ci.

Com a paralisação da montagem em Manaus e a promessa feita pela Indian Brasil que nada seria modificado, passando a importar a moto completamente montada e não mais no sistema CKD, resta aos fãs da marca torcer para que a estratégia para o nosso mercado envolva os novos modelos apresentados nos EUA, ou pelo menos a nova Scout Bobber e pelo menos uma Dark Horse.

Esperar para ver.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Moura nunca mais e viva a Yuasa

Estive em viagem de férias com a família e a CVO ficou parada na garagem durante 20 dias e bastou apertar o starter e a moto pegou como se tivesse ligado no dia anterior.

No tempo em que a moto usava a bateria Moura isso seria um milagre. Em experiências anteriores, a Moura não conseguia dar partida após uma inatividade de apenas cinco dias, mostrando uma capacidade bem baixa em manter a carga sem estar em movimento.

Eu sempre usei Yuasa na Fat. É uma bateria confiável, com bom CCA e de boa durabilidade.

Insistir em usar a "original" Moura se mostrou uma opção ruim quando fiz a troca anterior. Ainda não experimentei a Moto Batt, também muito elogiada.

Para quem enfrenta problemas com a bateria original eu recomendo, exceto se a troca for sem ônus via garantia, que deixem de lado a Moura e invistam em uma Yuasa ou experimentem a Moto Batt.